Quão baixo é o risco?

De todas as formas de fazer sexo, o sexo oral é a que tem o menor risco de HIV. O CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) classifica o risco como baixo, em vez de dar um número exato. A calculadora usa uma estimativa de 0,01% (cerca de 1 em 10.000) por relação quando a parceria tem HIV e não está em tratamento.

Com uma parceria cujo status você não conhece, a chance é bem menor, porque essa pessoa muito provavelmente não tem HIV. Nos Estados Unidos, por exemplo:

  • Uma mulher que faz sexo oral em um homem de status desconhecido: <0,0001% (cerca de 1 em 5.800.000)
  • Um homem que faz sexo oral em um homem de status desconhecido: 0,00036% (cerca de 1 em 280.000)

O segundo número é maior só porque o HIV é mais comum entre homens que fazem sexo com homens. O ato em si tem o mesmo risco baixo.

Fazer e receber

Fazer sexo oral (a sua boca no pênis ou na vagina da outra pessoa) significa contato com sêmen, líquido pré-ejaculatório ou fluido vaginal. Esses fluidos podem conter HIV, mas o CDC ainda assim diz que o sexo oral tem risco baixo ou quase nulo.

Receber sexo oral significa contato com a saliva da outra pessoa. O HIV não é transmitido pela saliva, então receber sexo oral também tem muito pouco risco.

Se a sua parceria tem HIV e mantém a carga viral indetectável com o tratamento, ela não transmite o HIV pelo sexo, incluindo o sexo oral. Veja Indetectável = Intransmissível (I=I).

Ejaculação, cortes e feridas

O CDC diz que a ejaculação na boca, junto com feridas na boca, sangramento na gengiva ou feridas genitais, pode aumentar a chance de o HIV passar no sexo oral. Outras ISTs também. Mesmo assim, o risco continua baixo.

  • Sem ejaculação na boca. A calculadora reduz a estimativa em 50% quando o parceiro não ejaculou na sua boca.
  • Outras ISTs. Feridas e inflamação causadas por outra infecção facilitam a entrada do HIV. A calculadora multiplica a estimativa por 2 se um de vocês tiver uma.

Sexo oral no ânus (beijo grego)

O CDC considera o contato da boca com o ânus, muitas vezes chamado de beijo grego, um tipo de sexo oral, e coloca o sexo oral no grupo de risco “baixo ou quase nulo” para o HIV. Mas ele pode transmitir outras infecções.

Outras ISTs preocupam mais

O HIV raramente é o principal risco do sexo oral. O CDC observa que é possível pegar outras ISTs (infecções sexualmente transmissíveis) no sexo oral. Se você tiver sintomas, ou se for fazer exames de qualquer forma, conte ao profissional de saúde sobre o sexo oral, para que ele decida quais testes você precisa. A nossa página sobre HIV e ISTs explica a relação entre os dois.

O que fazer agora

  1. Se foi só sexo oral, o seu risco é muito baixo. Para a maioria das pessoas, um teste no momento certo já tranquiliza.
  2. Se também houve outros tipos de sexo, eles costumam ter mais risco do que o sexo oral. Use a calculadora incluindo todas as práticas.
  3. Teste depois da janela imunológica. Um exame laboratorial de antígeno/anticorpo (sangue colhido da veia) dá um resultado negativo conclusivo a partir de 45 dias após a exposição. Veja precisão do teste por semana.
  4. Cuide da sua tranquilidade. A preocupação depois do sexo oral é comum, mesmo com o risco sendo muito baixo. Se ela estiver tomando conta, veja a nossa página sobre ansiedade com o HIV.

A parceria tem HIV e não está em tratamento? Se foi nas últimas 72 horas, converse hoje com um profissional de saúde sobre a profilaxia pós-exposição (PEP), principalmente se houve ejaculação na sua boca com feridas, sangramento na gengiva ou lesões. Ela tem que começar em até 72 horas, de preferência em até 24. Como conseguir a PEP